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Ana Flavia Cavalcanti: “Não falta negro no audiovisual, falta a vontade de pessoas brancas”

Atriz faz performances nas ruas expondo a vulnerabilidade da mulher negra, como em “A babá quer passear”

 

Eduardo Miranda – Brasil de Fato | Rio de Janeiro – RJ / Foto: @fotoscomafeto

 

Diretora, roteirista, produtora e atriz tanto de filmes e novelas quanto de trabalhos performáticos mais autorais e independentes no cenário artístico contemporâneo, Ana Flavia Cavalcanti, de 33 anos, tem abordado de forma irreverente e lúdica questões relacionadas à raça.

 

Em , curta-metragem que escreveu e dirigiu com Julia Zakia e atuou, uma criança de um bairro violento da periferia paulistana come rã pela primeira vez depois que um vizinho rouba a carga de um caminhão com caixas da carne.

 

Para felicidade das crianças, as rãs são colocadas de forma provisória em uma piscina de plástico. A história, ficcionalizada, faz parte da infância de Ana Flavia.

 

“Minha mãe passou a noite pensando no que ia fazer e decidiu dividir a carga com as vizinhas. Foi uma euforia! Há uma relação forte ali entre o crime, a infância, as descobertas, as saudades e as amizades. Muitas coisas são construídas por essa mãe solteira. Dentro de uma casa de um cômodo, ela coloca janelas, faz os brinquedos das filhas”, conta ela, no vídeo promocional do filme.

 

Em mais um de seus projetos ousados, Ana Flavia circulou por diversas cidades dentro de um carrinho de bebê rosa na performance A babá quer passear.

 

A ideia foi fazer uma crítica contundente às condições das empregadas domésticas no Brasil. Ao inverter os papeis e colocar a babá sob a necessidade de cuidado, a ação nas ruas mostrou a vulnerabilidade social e econômica de mulheres negras.

 

Fonte: BdF Rio de Janeiro

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Edição: Mariana Pitasse e Web Rádio e TV Muira-Ubi

 

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