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Chefe de facção baleado na Bolívia tinha mansão com praia artificial e vida de luxo na Bolívia; fotos

Goiano que já foi procurado pela Interpool é baleado em confronto na Bolívia O goiano Engri Junior de Almeida Maia, de 37 anos, natural de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, vivia em uma mansão com praia artificial, cinema particular, academia e uma ampla área de lazer na Bolívia. Apontado como um dos fundadores de uma facção criminosa de Goiás, ele foi baleado durante um confronto com agentes de segurança bolivianos, no sábado (24), na cidade de Concepción. Fotos feitas


Goiano que já foi procurado pela Interpool é baleado em confronto na Bolívia O goiano Engri Junior de Almeida Maia, de 37 anos, natural de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, vivia em uma mansão com praia artificial, cinema particular, academia e uma ampla área de lazer na Bolívia. Apontado como um dos fundadores de uma facção criminosa de Goiás, ele foi baleado durante um confronto com agentes de segurança bolivianos, no sábado (24), na cidade de Concepción. Fotos feitas durante buscas policiais mostram a estrutura do imóvel onde ele morava. Conhecido como Juninho Trindade, Engri estava foragido da Justiça brasileira desde 2017 e chegou a integrar a lista de procurados da Interpol. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), ele é um dos fundadores e principais líderes da organização criminosa Amigos do Estado (ADE), que mantém ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O brasileiro foi atingido durante uma troca de tiros com agentes da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN). Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A defesa de Engri informou que ele permanece internado em estado estável em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após a prisão, policiais bolivianos realizaram buscas na residência onde ele vivia. As imagens da operação revelam detalhes da estrutura do imóvel, que conta com diferentes espaços de lazer e equipamentos de alto padrão. Apontado como fundador de facção em Goiás e procurado pela Interpol, goiano é baleado em confronto na Bolívia Divulgação/Ministério da Justiça e Segurança Pública e Reprodução/TV Anhanguera Mansão tinha cinema, academia e acesso ao rio Mansão onde vivia Engri Junior de Almeida Maia, na Bolívia, tinha três motos aquáticas e academia equipada. Divulgação/Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FELCC) A propriedade possui piscina com um grande telão instalado na área externa, espreguiçadeiras, jardins planejados e espaços de convivência. As imagens também mostram uma área coberta com mesas de sinuca e pebolim, além de uma academia equipada com aparelhos de musculação. Segundo a emissora boliviana Unitel, a mansão ainda conta com praia artificial privativa, cinema particular, espaço para karaokê, câmeras de vigilância e sensores de monitoramento. Outro destaque da propriedade é um deque de madeira que dá acesso ao rio. Em uma das áreas cobertas, aparecem pelo menos três motos aquáticas estacionadas sobre carretas. O imóvel também possui quadra esportiva, diversas garagens e espaços externos com paisagismo, palmeiras e caminhos pavimentados. Em uma das salas, os policiais encontraram um quadro com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, cercado por ilustrações de dinheiro. A peça traz uma frase em espanhol que, traduzida para o português, diz: Quem não assume grandes riscos jamais obterá grandes recompensas. As fotografias mostram ainda paredes com revestimentos que imitam mármore, aparelhos de ar-condicionado e móveis de alto padrão. Imóvel onde morava o goiano apontado como líder de facção criminosa tinha ampla estrutura de garagens. Divulgação/Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FELCC) Mansão na Bolívia contava com mesas de sinuca e pebolim, além de um píer de madeira com área coberta. Divulgação/Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FELCC) Área de lazer da mansão onde vivia Engri Junior tinha piscina com telão de grandes dimensões. Divulgação/Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FELCC) LEIA TAMBÉM: Apontado como fundador de facção, brasileiro que era procurado pela Interpool é baleado em confronto na Bolívia 'Nenhuma facção controla palmo nenhum de terra nesse estado', diz governador sobre operação contra o crime organizado após morte de casal de empresários Operação mira facção criminosa que movimentou mais de R$ 630 milhões e cumpre mandados em sete estados Confronto e prisão na Bolívia Engri foi baleado no sábado (24), durante uma abordagem policial a uma caminhonete ocupada por quatro homens, na cidade de Concepción, no departamento de Santa Cruz, na Bolívia. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, houve uma troca de tiros entre os ocupantes do veículo e agentes da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico. O brasileiro foi atingido, enquanto os outros três homens conseguiram fugir. No momento da abordagem, Engri utilizava documentos falsos em nome de Julio Salles Barbosa. A localização do grupo foi possível após o compartilhamento de informações de inteligência entre a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal em Goiás e as autoridades bolivianas. A Polícia Federal brasileira acompanha o caso e mantém contato com os órgãos de segurança do país vizinho. Quem é Engri Junior? Engri Junior de Almeida Maia é apontado pelo Ministério Público de Goiás como um dos fundadores e principais líderes da facção Amigos do Estado, organização criminosa armada que mantém ligação com o PCC. Ele estava foragido desde 24 de fevereiro de 2017, quando fugiu da Colônia Agroindustrial de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo denúncia apresentada pelo MPGO em dezembro de 2025, Engri também é conhecido pelos apelidos de Cabeção e Maluco. De acordo com uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o brasileiro acumulava condenações que somavam 16 anos de prisão. Em setembro de 2026, a Sexta Turma do tribunal rejeitou, por unanimidade, um recurso da defesa que buscava reconhecer a prescrição de uma pena que ainda restava cumprir. O STJ entendeu que o prazo para a prescrição dessa pena somente se completaria em outubro de 2027. Além de Engri, o MPGO denunciou outros 56 integrantes da organização por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, uso de documento falso e obstrução de investigação. Segundo o Ministério Público, o grupo movimentou aproximadamente R$ 14 milhões entre julho de 2023 e maio de 2024. A Polícia Federal acompanha os procedimentos relacionados à prisão de Engri e à eventual extradição dele para o Brasil. Engri Junior de Almeida Maia, apontado como líder de facção criminosa de Goiás, vivia em mansão com piscina e telão na Bolívia. Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FELCC) Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Fonte: g1.globo.com

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