O jornal português Público destacou a prorrogação da votação na capa de seu site. Reprodução: Público. Jornais e sites de notícias de países ao redor do mundo noticiaram a extensão dos horário de votação nos colégios eleitoriais do Brasil, após o Supremo Tribunal Federal atender a pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). AO VIVO: acompanhe o 2° turno das eleições VOTAÇÃO NO EXTERIOR: Confirma os resultados das urnas fora do Brasil O

O jornal português Público destacou a prorrogação da votação na capa de seu site. Reprodução: Público. Jornais e sites de notícias de países ao redor do mundo noticiaram a extensão dos horário de votação nos colégios eleitoriais do Brasil, após o Supremo Tribunal Federal atender a pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). AO VIVO: acompanhe o 2° turno das eleições VOTAÇÃO NO EXTERIOR: Confirma os resultados das urnas fora do Brasil O ministro Cristiano Zanin determinou a extensão da votação até as 19h em todo o país após denúncias de problemas no transporte de eleitores pelo país e as fortes chuvas que afetam várias regiões do Brasil. No exterior, veículos de comunicação na Europa e nas Américas dedicaram linhas do tempo de notícias em tempo real para acompanhar a apuração. Em Portugal, o jornal de maior circulação Público dedicou o maior destaque de sua capa ao imbroglio nas eleições brasileiras. Já o argentino Clarín destacou que o horário da expedição da decisão de prorrogamento aconteceu no mesmo horário de fechamento das urnas. O jornal argentino Clarín destacou que o conflito de horários entre as decisões dos juízes Reprodução: Clarín Já o americano The New York Times destacou que, apesar da prorrogação do horário de votação em todo o país, ainda não estava claro se eleitores que chegaram aos locais de votação a tempo porque algumas seções eleitorais já haviam encerrado suas atividades. O jornal americano The New York Times destacou que, apesar da prorrogação do horário de votação, ainda não se sabia se alguns eleitores poderiam votar. Reprodução: NYT O jornal espanhol El País noticiou a prorrogação da votação no Brasil. Reprodução: El País Repercussão A imprensa internacional repercutiu neste domingo (25) a votação no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras. As manchetes destacaram a importância que o resultado do pleito no Brasil terá para a América Latina e para o mundo. Veja abaixo. O El País, da Espanha, afirmou que o Brasil decidirá entre "entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula"; A Associated Press, dos Estados Unidos, chamou de "decisão tensa" a votação deste domingo; O New York Times, dos Estados Unidos, afirmou que "Flávio pode conseguir a maior vitória da direita da América Latina"; O The Guardian, do Reino Unido, disse que o resultado da eleição é "altamente imprevisível". El País, Espanha O El País, da Espanha, afirmou que o Brasil decidirá entre "entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula". A fala é uma alusão ao fato de o Congresso brasileiro ter se tornado mais conservador após o 1º turno, com uma expansão da bancada do PL, que agora é o partido com a maior bancada em ambas as casas legislativas. Eleger o senador Flávio Bolsonaro, herdeiro de um golpista e de uma dinastia ultraconservadora que engoliu a direita tradicional, significa transformá-lo no presidente mais poderoso das últimas décadas, porque ele comandaria o governo federal, controlaria o Congresso com uma maioria recorde e moldaria o Supremo Tribunal Federal", escreveu. O jornal disse ainda que uma vitória de Lula significaria "manter o rumo político e econômico, apostar, nestes tempos tão turbulentos, em um mundo regido por regras e em um líder com credenciais democráticas consolidadas". A reportagem disse também que "brasileiros de esquerda e direita se mobilizaram em massa nas últimas semanas de campanha em busca dos votos que vão decidir as eleições mais acirradas de suas vidas". Associated Press, Estados Unidos A agência de notícias norte-americana Associated Press deu destaque ao elemento de tensão que cerca a votação deste domingo. "Brasileiros votam em uma disputa tensa entre Lula e Bolsonaro com influência dos EUA e com a América Latina em jogo. (...) O resultado determinará se os Estados Unidos ampliarão significativamente sua crescente influência na América Latina", afirmou a agência. A reportagem citou uma pesquisa do Datafolha desta semana que mostrou Lula e Flávio Bolsonaro apareceram com 50% da intenção de voto. Também afirmou que "a diferença entre os dois candidatos é marcante": "Uma vitória de Bolsonaro representaria uma guinada à direita do país mais populoso e da maior economia da América Latina, em um ano com vitórias de aliados de Trump [na região]. (...) Uma vitória de Lula manteria o Brasil e o México sob a liderança de políticos de centro-esquerda", afirmou. New York Times, Estados Unidos O jornal "The New York Times" afirmou que "Flávio pode conquistar a maior vitória da direita da América Latina" e também repercutiu o quão acirrada está a disputa neste segundo turno. "Os brasileiros vão às urnas neste domingo para eleger um novo presidente em uma eleição disputada ferozmente [entre Lula e Flávio Bolsonaro], no que representa o maior teste até agora para a direita em ascensão que vem conquistando presidências em toda a América Latina (...) Uma vitória de Bolsonaro representaria a maior conquista até agora de um movimento de direita em ascensão que avança por toda a América Latina", afirmou a reportagem. O veículo norte-americano também citou o grande interesse do governo Trump no pleito o presidente dos EUA tem afinidade ideológica com Flávio. The Guardian, Reino Unido O jornal britânico "The Guardian" afirmou que o pleito brasileiro é "altamente imprevisível" e destacou que a distância entre os dois candidatos é a menor da história para um 2º turno na disputa pela presidência. A reportagem disse que Lula "tenta uma volta por cima sem precedentes" contra Flávio, e citou a "vitória surpreendente" do bolsonarista no 1º turno. "A diferença entre eles foi a menor já registrada em um primeiro turno, inferior a 2% dos votos. O presidente, de 81 anos, passou boa parte da campanha do segundo turno concentrado em estimular o comparecimento às urnas (...) e em alimentar temores sobre o que significaria o retorno ao poder de um integrante da família Bolsonaro". O jornal também citou que Flávio pretende dar um indulto a seu pai, Jair Bolsonaro, caso seja eleito e que ele prometeu mudar a Constituição brasileira.
Fonte: g1.globo.com